Inovação é a nova identidade e a Índia alcança o destaque inicialmente concedido a China
De Bruce Nussbaum, Business Week, 23 de janeiro de 2005
O conteúdo das reuniões de 2006 já está distante dos recentes encontros de Davos. Anteriormente, as discussões do Fórum Econômico Mundial giravam em torno de dos temas econômicos mundiais: terceirização e China. Neste ano, a inovação substitui a terceirização e a Índia substitui a China nessas conversações. Essas mudanças são significativas porque elas sinalizam um novo estágio no desenvolvimento econômico global. Os CEO’s estão começando a movimentar-se além das suas obsessões em cortar custos através da terceirização de suas cadeias de fornecimento. De fato, esse processo está praticamente completo em muitas companhias da Europa Ocidental e nas maiores empresas norte-americanas e japonesas. A China, principal beneficiária da terceirização, mereceu o destaque nas conferências de Davos nos últimos 5 anos.
Não em 2006. Neste ano existe um número sem precedentes de 22 sessões sobre os temas de “Inovação, Criatividade e Estratégia de Design”. Existe uma série especial de seis “workshops” somente para CEO’s. Esses incluem: “Construindo uma Cultura de Inovação”, “O que a Criatividade Pode Fazer por Você”, “Um Mundo sem Propriedade Intelectual” e “Tornando Real a Inovação”. E sessões maiores sobre tópicos tais como “Preparando-se para a Economia Criativa”. E as discussões sobre a terceirização estarão dentro de um painel que examinará a terceirização da inovação.
Esta mudança na agenda reflete o fato que os CEO’s e as corporações que eles dirigem não podem gerar valor através de, simplesmente, competir em custo e qualidade e, desta forma, voltam-se à inovação. Quando todos já terceirizaram, todos os concorrentes são iguais. Assim, Six-Sigma, TQM, CRM e outras metodologias de negócios baseados em custo e confiabilidade estão sendo substituídas por metodologias de gerenciamento centradas no design e no consumidor. Um dos tópicos centrais das discussões em Davos em 2006 é como melhor implementar inovação.
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